Monday, April 30, 2007

Cantigas de amor...com avelãs

O Casamento, para além do ritual religioso, tem também o seu ritual profano, como o lançamento de arroz, flores e de outras manisfestações folclóricas. Nalgumas localidades, recitavam-se versos, aos quais davam o nome de luas ou loas, aos noivos, onde está bem patente o conceiro de indissolubilidade do matrimónio.de Nespereira, Cinfães
As amigas dos noivos esperavam o cortejo nupcial à saida da igreja e diziam:
Façam alta, meus senhores,
Façam favor de esperar:
Queremos dar este ramo
A quem vem de se casar.
Depois, voltando-se para a noiva, continuavam:
Aqui tens este raminho
Feito da raiz dum cravo.
Que Nosso Senhor te dê
Um homem do teu agrado.
Aqui tens este raminho
De flores de avelaneira.
Ainda te hás-de lembrar
Da mocidade solteira.
O laço que te prendeu
Era de seda amarela.
Não o tornes a desdar,
Fica sempre presa nela.
O laço que te prendeu
Era de seda torcida.
Não o tornes a desdar,
Conserva-o toda a vida.
O laço que te prendeu
Era de seda bem forte.
Não o tornes a desdar,
Conserva-o atá á morte.

Textos retirados do livro: Literatura Popular de Trás os Montes e Alto Douro, IV Volume (Miscelânea) por Joaquim Alves Ferreira Ano: 1999

Bailemos nós já tôdas três, ai amiga,

So aquestas avelaneiras froildas

E quen fôn velidas, como nós, velidas,

Se amig'amarSo aquestas avelaneiras frolidas

Verrá bailar.
Baliemos nós já todas três, ai irmanas,

So aqueste ramo desta avelanas,

E quen bem parecer, como nós parecemos

Se amig'amar

So aqueste ramos destas avelanas

Verrá bailar.
Por Deus, ai amigas, mentr'al non fazemos

So aqueste ramo frolido bailemos

E quen bem parecer, como nós parecemos,

So aqueste ramo so lo que bailemos

Se amig'amar

Verrá bailar.


daqui

Tuesday, April 24, 2007

thinking blogger


Venho expressar um obrigada à
CORDOMAR
pela distinção dada a este blogue.
Quero agradecer também a todos que nos visitam que possibilitaram o facto.
Os meus destaques vão para
que poderão copiar o selo para colocar no seu blog e seleccionar 5 novos eleitos.

Wednesday, April 11, 2007

AMBOM e suas origens

AMBOM -Árvore das Indias Orientais (dicionário Lello Universal)
AMBONE (do grego AMBON) - Tribuna ou púlpito colocado nas igrejas primitivas para leituras litúrgicas e discursos . É a evolução do que era tradicionalmente usado nas sinagogas judias . Ainda é usado nas Igrejas Ortodoxas , durante cerimónias fúnebres ou serviços especiais.

De acordo com o mais antigo documento que se conhece – Cartolário Livro das Doações do Mosteiro de Salzedas da autoria de Frei Baltazar dos Reis – este lugar já era povoado no séc. XII pois o referido documento, que narra os bens que o Mosteiro possuía cita expressamente o lugar de Avelans. Da origem do nome não se conhecem documentos mas é voz corrente que Avelãs surgiu da abundância de aveleiras que em tempos houve neste lugar. Quanto ao nome Ambom recolhem-se na tradição oral três hipóteses: ou o nome se deve a um povoador medievo, ou resultou do termo “ano bom”, que segundo os defensores desta tese tem origem no facto de em tempos ter havido na região um mau ano agrícola a que Avelãs terá escapado, passando por esse motivo a ser distinguida como Avelãs do Ano Bom. Segundo uma terceira versão este nome provem de “ambão” (Ambone ou Ambon), termo que se relaciona com o facto de a aldeia estar edificada num local de destaque da referida Serra da Lomba. aqui
Curiosamente , encontra-se Ambon - uma comuna francesa na região administrativa da Bretanha, no departamento Morbihan. Estende-se por uma área de 38,69 km², com 1.006 habitantes, segundo os censos de 1999, com uma densidade 26 hab/km².
e ainda Ambon ou Amboine (Ambon ou Amboina em indonésien) é uma pequena ilha de 775 km² montanhosa e fértil, situada no arquipélago de Moluques na Indonésie.
A principal cidade é Ambon ou Amboine (Kota Ambon em indonésio), capital da provincia das Molucas. O nome AMBON é já utilizado no o sec XIV. Nagarakertagama, um poema épico escrito em 1365 no reino javanais de Majapahit, menciona "Ambwan" entre uma centena de regiões tributárias do reino.

Em 1546 et 1547 Francisco Xavier, co-fundador da ordem dos jesuitas com Ignacio de Loyola, inicia as bases de uma missão em Ambon, e ainda em Morotai e Ternate.
informações extraidas « daqui »

Este conjunto de ligações parece-me muito curioso :

a aldeia está de facto situada em local de eleição na serra , qual ambom ou ambão que ocupa o lugar de destaque na nave da igreja;

Ambom é uma árvore das Indias Orientais, semelhante à mangueira ;

a povoação já existe no séc XII com a designação de Avelans mas atribui-se o complemento a um qualquer povoador medievo, que muito bem poderia ter acompanhado as expedições de Afonso de Albuquerque ou outros às Indias e de lá ter trazido o nome, já que os portugueses se estabeleceram nas Molucas.

São contributos para a história de Avelãs de Ambom. Agradecemos a todos que queiram partilhar outras informações que possam ter disponiveis. (fotos de avelana)


Monday, April 09, 2007

O namoro

Naquela época os serões eram passados em casa da Tia Alice, todos se juntavam lá...
As meninas nem sempre tinham ordem de sair de casa ou por vezes arranjavam pretextos para ficar portas adentro. Os namoros sobreviviam de olhares furtivos na Igreja ou no Areal ou de pequenos incidentes e escapadelas.
A aldeia não tinha luz, nesses tempos e à noite , as ruas eram bem escuras e o silêncio absoluto. Logo que os pais saíam de casa , ela fazia o sinal com a vela ou o candeeiro de petróleo, junto da janela. Ele via e sabia que podia ir até junto do muro. A irmã mais nova ficava de guarda, na janela do outro lado da casa, até ouvir fechar o portão da casa da Tia . Sabia que os pais vinham a caminho, descendo a rua e contornando a esquina , chegando ali num instante. O tempo suficiente para ele desaparecer como tinha chegado e elas se meterem na cama, fingindo dormir.
A mãe dava uma espreitadela ao quarto, antes de se ir deitar, nunca tendo desconfiado de nada.
Ela e ele casaram e tiveram um rancho de filhos, mas os namoros de agora já não são o que eram...

Friday, April 06, 2007

mozart

era quinta feira , dia 5
No TMG havia um Concerto e tinham bilhetes para o espectáculo, à noite.
Foi à tarde à Guarda e de repente a temperatura baixou de tal maneira que a chuva se converteu em granizo e depois em neve - de repente, tudo coberto de neve.
Foram para o espectáculo no Teatro Municipal, a Orquestra excelente e as vozes lindissimas, deixando-os deliciados. Nem tudo na Guarda é inóspito e gélido e vale a pena frequentar o Auditório Municipal pois até ao fim de Julho a programação é excelente. A não perder - desde Carmina Burana ao Festival de Guitarras!
Esqueceram o frio e aproveitaram o calor da noite. Na Guarda , E em Avelãs de Ambom.

Com votos de uma boa Páscoa para todos os que nos visitam.

Monday, April 02, 2007

vida verde

:: ENCONTRO VIDA VERDE ::13 / 14 / 15 ABRIL
www.vidaverde.eco-gaia.net

* AVISO IMPORTANTE *

Vimos por este meio anunciar que o Vida Verde está a precisar de mais voluntários para campos de trabalho no local do encontro na Quinta Cabeça do Mato, de forma a preparar o evento que começa daqui a duas semanas. Apesar de já se ter feito bastantes coisas ainda falta terminar algumas infra-estruturas importantes e outros assuntos relacionados com o evento. Salientamos que este evento ecológico funciona de uma forma totalmente voluntária, para mais informações sobre os objectivos e filosofia do encontro, leia o texto no final.

Assim fazemos um apelo a todos que o possam, para contactarem a eco-comunidade Cabeça do Mato (preferência por telefone), para que a partir deste momento até ao final da próxima semana, possam deslocar-se a Tábua (a norte de Coimbra) para ajudar nas restantes tarefas. Isto é urgente visto que só temos mais alguns dias para preparar o terreno. Há também outras formas em que pode ajudar o Vida Verde, como divulgar o evento (por e-mail e panfletos), ir ao evento propriamente dito, fazer workshops e voluntariado na altura do encontro.


Veja o website para informações completas: www.vidaverde.eco-gaia.net
Veja fotografias da Quinta Cabeça do Mato: http://vidaverde.eco-gaia.net/fotos_cabecadomato.htm
Website da Cabeça do Mato: http://quintacabecadomato.blogspot.com


Friday, March 23, 2007

Projecto Árvore KAKI

Promovido pela Fundação Kaki Tree, sedeada no Japão, este projecto consiste na plantação de árvores kaki (diospireiros) por todo o planeta, árvores essas que são uma segunda geração descendente de uma ávore bombardeada durante o desastre nuclear que se abateu sobre Nagasaki, no dia 9 de Agosto de 1945.
Nesse sentido, uma das árvores kaki foi enviada do Japão para o Porto e será plantada nos Jardins do Palácio de Cristal, no dia 21 de Março, Dia da Árvore, numa sessão presidida pelo vice-presidente da Câmara Municipal do Porto e pelo vereador do Pelouro do Ambiente.
Com este trabalho de divulgação do projecto e destas árvores por todo o mundo, pretende-se incentivar a criação artística em torno do simbolismo que estas árvores representam enquanto sinal de vida que surge após as tragédias, como a que assolou a cidade de Nagasaki, no final da II Guerra Mundial.
Saiba mais AQUI


Tuesday, March 20, 2007

A Terra em miniatura



Se nós pudésssemos transformar a população da Terra em uma comunidade de 100 pessoas, mantendo as mesmas proporções de hoje, o resultado seria mais ou menos assim...Click e assista

retirado
daqui e dali

Wednesday, March 14, 2007

NÃO DEIXE DE LER ...

CRONICAS DE assuncao.cabral@sol.pt





veja as fotos com atenção.
Depois de ter lido Crónica acima ,
comente
Publicado AQUI

Monday, March 12, 2007

NORMOSE....

Freud já dizia, no início do século, que nossos hábitos são o resultado de normas inconscientemente introjetadas. O que significa que agimos mais ou menos robotizados. Até certo ponto, isto representa uma economia de energia. Não dá para refletir sobre cada movimento que fazemos diariamente. Hábitos são resultado de consensos que, por sua vez, vão gerar normas – normas de vida, normas alimentares, normas de pensamento, normas políticas.
Só que nem todas as normas são boas. Existem aquelas que levam à doença, ao conflito, à morte. E aí é que a norma leva à normose , ou seja, uma doença mental para além da neurose e da psicose e que ainda não foi descoberta pela psiquiatria e talvez, por isso mesmo, ainda não tenha sido classificada pelo PIB.
Alguns exemplos de normose: o cigarrinho depois (ou antes) do cafezinho. Além de viril, o cigarro confere um ar de desenvoltura àquele que fuma. E o chopinho da sexta feira? Este é sagrado, não é? Não mata, mas pode dar uma barriguinha. E a caIpirinha? E o baseado? Não tem problema, todo mundo faz! Por que não? E depois, o que vão pensar de mim?
A normose leva a hábitos inconscientes perniciosos, como o hábito natural de comer arroz polido, pão branco, café, carne, açucar branco, ovos com hormomas, tranquilizantes, mania de remédios , som bem alto, etc., etc. A
normose na agricultura leva ao hábito dos agrotóxicos, das queimadas, da crença de que a fertilidade da terra é inesgotável; na educação, gera métodos de ensino que levam à produção de autômatos em série; na política, a prática normal da corrupção pela ausência natural de valores éticos; na relação entre os sexos, o machismo, que é a crença numa supostamente natural superioridade do homem sobre a mulher.
E, finalmente, a normose na ciência ( ficou por último, mas não por acaso), e que pode estar na base de uma crença generalizada na separatividade, que, sob a forma de dualismo, gera distorções básicas na percepção da realidade. Um exemplo disso é a exigência de “objetividade”, em teses e pesquisas do estudo acadêmico, que elimina a percepção singular do sujeito em favor daquilo que todos vêem no objeto. Como se isso fosse possível... mas, assim é o método científico. Onde está o sujeito que sente, percebe, opina, julga, escolhe? O cientificismo o descarta sumariamente...

E querem pior normose do que a que considera a vida descartável, a violência normal, o outro um objeto, as armas necessárias, a mulher um objeto sexual, a natureza explorável, etc, etc? Foi por pensar que “as guerras são inevitáveis” que surgiu a guerra justa, a guerra santa, as vitórias militares...
Fazendo uma brincadeira com as palavras, Pierre Weil indicou, na inflação de produtos no mercado, o estímulo à consumatose, que é a compulsão de comprar. A normose na educação via informática, submetida à consumatose, leva à informose. E não pára aí...
Será que teremos que inventar uma normoterapia para combater essa estranha doença de nosso século?

Saiba mais AQUI

Saturday, March 10, 2007

Mousse de maçã verde com iogurte

Ingredientes: 3 maçãs verdes, 200 ml / 1 iogurte natural, 4 folhas de gelatina incolor, 4 colheres (sopa) de açúcar, 300 ml de natas, filme-plástico o quanto baste.
Preparação: 1- Lave as maçãs e retire o miolo com as sementes. Pique as maçãs (com a casca) em pedaços pequenos. 2- Misture o iogurte com o açúcar numa tigela até o açúcar dissolver. Junte as maçãs picadas ao iogurte. 3- Coloque a gelatina num copo com 3 dedos de água. 4- Coloque um pouco de água numa panela e ponha a ferver. 5- Deite as folhas de gelatina dentro da panela com água fervente e mexa se dissolver completamente. 6- Coloque a gelatina dissolvida na mistura de iogurte com maçãs e mexa bem. 7- Bata as natas na batedeira até obter chantilly. Misture na tigela com as maçãs e iogurte mexendo bem. 8- Coloque em taças pequenas ou numa tigela grande, cubra com filme plástico e leve ao frigorifico. Retire depois de 30 minutos, quando a mousse estiver consistente.

Porque hoje é dia de festa - Tia e Sobrinha fazem anos no mesmo dia - nada melhor que uma boa sobremesa para terminar o jantar.

E parabéns para elas !!

Thursday, March 08, 2007

Mulheres

Duas mulheres, duas vidas, as mesmas origens , a mesma familia, a mesma aldeia
sempre a aldeia...

E elas.

Maria tem seis filhos. A outra quatro. Quarta classe à pressa que não havia vagar nem escola para mais . Os trabalhos de casa acabados debaixo do castanheiro a apanhar as castanhas mais grossas que caiam para os outros não as levarem. A faina do campo antes de ir para a escola, as brincadeiras era subir a ladeira carregadas com os cestos ou tomar conta de algum irmão mais novo ou ir levar a merenda aos homens ou ir à Guarda a pé, para poupar no dinheiro do comboio. Ou cozer pão no forno da aldeia ou ir lavar a roupa ao rio ou as entranhas do porco, para sustento do ano.

Domésticas ? São Mulheres de rua, andaram ao sol e ao vento, ao frio e à chuva. Trabalharam ao lado dos maridos, produziram tanto ou mais do que eles e criaram os filhos e trataram da casa . E lavaram e passaram e vestiram remedaram cozinharam, levaram os filhos à vacina e ao posto por montes e vales até ao apeadeiro mais próximo que nesse tempo não havia carros. E daqueles rostos sai sempre um sorriso, uma doce candura, nunca uma injúria uma imprecação um mau agoiro. Os filhos cresceram estudaram fora quase todos têm uma licenciatura, começam a aparecer os netos. E todos voltam para passar o fim de semana, as férias, o natal, para se sentarem à roda da lareira junto da saia da mãe. E o sorriso surge sempre , vigoroso , enérgico mas sem grandes euforias, quando chegam quando partem sempre dispostas a acolhê-los como recebem mais um irmão ou sobrinho em qualquer momento. A mesma paz, a mesma ternura.
A mesma determinação e respeito com que acolhem outras formas de vida que não foram as suas , outras ideias, outras culturas, outras gerações que se foram infiltrando sinuosamente pelas estreitas ruas da aldeia e as levam para além do riacho, dos morros, das cercanias do castelo que outrora dominava a entrada do Povo.

Saturday, March 03, 2007

"antes das florinhas" ...diz ele

Quando oiço frases como "o desenvolvimento não pode ficar refém do ambiente" aquilo que entendo é "o desenvolvimento dos que se estão borrifando para o ambiente não pode ficar refém do daqueles que apreciam o ambiente". Não percebo porque é que é ao desenvolvimento dos primeiros que é dada prioridade, sempre que se coloca a questão.Quando oiço o presidente da Câmara Municipal da Covilhã dizer "antes das florinhas estão as pessoas" (veja aqui), o que entendo é "antes das pessoas que gostam de florinhas estão as pessoas que não querem saber delas para nada". Mais uma vez, não percebo porque é que assim há-de ser. Alguém percebe?

Thursday, March 01, 2007

Saturday, February 24, 2007

Mãe Terra

A Terra é a nossa mãe. Dela recebemos a vida e a capacidade para viver. Zelar por nossa mãe é a nossa responsabilidade e, zelando por ela, zelamos por nós próprias. Todas as mulheres são manifestações da Mãe Terra em forma humana.
Assim diz a Declaração das Mulheres Indígenas em Beijing/China na Conferência da Onu em 1995.
Diante dessa afirmação tão atual, devemos unir mais forças para a construção de uma sociedade sustentável baseada no respeito fundamental pela natureza e pelos direitos humanos, objetivando a evolução da vida e dos seres humanos.Estamos aqui para isso!
Essa é a base para a construção de uma sociedade em que a exclusão social, as intolerâncias, a falta da cultura da paz e injustiças sociais, raciais e econômicas não tenham mais vez, nunca mais!

Quando queremos bem a alguém, ou amamos essa pessoa devemos declarar constantemente esse amor, através de atitudes, olhares, pequenos gestos, responsabilidades a essa pessoa. Se a magoamos constantemente com palavras rudes, violência ou falta de perspectivas futuras, enfraquecemos o ser amado. A auto-estima dele se enfraquece e enfraquecem todos que estão a seu redor. Assim é com o Planeta e com todos os seres viventes dele.
Seres humanos são iguais nos seus princípios de vida, independentes de cor, religião, nacionalidade, etnicidade, gênero, etc. Mas, na realidade as diferenças existem e se reforçam por uma questão de sobrevivência contra sistemas de poder, impostos desde os primórdios da civilização...


Podemos agir de várias maneiras, lembrando sempre que a melhor delas continua sendo a implementação nossa permanente reforma interior, a expansão da consciência... Mas, enquanto ainda estamos no caminho, que tal darmos uma melhorada em nosso dia-a-dia, em nossa maneira de viver, de utilizar as várias formas de energia, tendo o cuidado de escolher com sabedoria os produtos que consumimos, os programas aos quais assistimos, nos tornando em todos os sentidos seres humanos cada vez mais completos, respeitando o meio-ambiente a cada movimento que damos, seja em nossa casa, seja em nosso local de trabalho ou em nossos momentos de lazer.Outra idéia é a de abrir no STUM uma área específica para tratar de defender a Mãe Natureza de tantas agressões, focando o que de bom está acontecendo hoje no mundo em termos de energias renováveis, não poluentes, utilizando amplamente a força dos elementos como a energia solar, eólica (do vento) para gerar energia elétrica e das marés, em seu incessante movimento lunar... Sem nunca esquecermos dos processos orgânicos de produção de alimentos, onde os agrotóxicos são substituídos pela harmoniosa combinação de diversos tipos de plantas cujas características combinadas repelem naturalmente as pragas... uma sabedoria milenar. Agora mesmo podemos começar a deixar neste Blog sugestões, idéias, dicas e insights. Outros poderão ler e comentar por sua vez, ampliando e implementando os conceitos originais. V. poderá também deixar sua opinião quanto a uma abertura maior do STUM para a questão ambiental ou poderá nos enviar neste endereço textos inéditos referentes ao tema para serem selecionados e publicados.

Wednesday, February 21, 2007

A ROMã

A milagrosa romã
Se alguém estiver com a garganta inflamada, cortamos uma romã ao meio e fervemos em meio litro de água. Deixamos esfriar. Depois, tratamos da inflamação com gargarejos, três vezes ao dia. A romã também pode ser usada para prevenção. Tiramos a semente e deixamos a casca secar. Guardamos a casca para fazer um chá em época de gripe. Toda a família vai tomando este chá e ninguém fica com gripe.
AQUI

Wednesday, February 14, 2007

Pégada Ecológica


calcula a tua Pegada Ecológica
Vão aqui e escolham a língua portuguesa no planisfério.
ALI também

Monday, February 12, 2007

HISTÓRIA DO ABORTO

Percentagem calculada sobre votos validamente expressos (brancos e nulos excluídos)
COMPARATIVO: Avelãs de Ambom


Ano 2007 1998
Inscritos 106 114
Votantes 60 56.60% 73 64.04%
Em Branco 2 3.33% 0 0.00%

Nulos 0 0.00% 1 1.37%


2007 1998
Opções Votos % Opções Votos %
Sim 17 29.31 Sim 9 12.50
Não 41 70.69 Não 63 87.50
Percentagem calculada sobre votos validamente expressos (brancos e nulos excluídos)
dados em :http://www.referendo.mj.pt/Freguesia_compare.do
SAIBA MAIS SOBRE A HISTÓRIA DO ABORTO
Ninguém faz um aborto por prazer. É uma decisão dolorosa, mas quase sempre irreversível, porque muito mais dolorosas seriam as consequências de uma gravidez indesejada levada a termo.
Trabalhando em comunidades marginalizadas percebi que quando a mulher não pode ter filho, ela faz o aborto de qualquer forma, usando agulhas de tricô para perfurar o colo do útero, no banheiro de casa, ou com "curiosas" que ajudam das formas mais precárias.
Também as mulheres que têm uma situação mais privilegiada se encontram em situações nas quais não podem levar adiante uma gestação. A diferença é que essas, muitas vezes, têm condições de pagar por serviços que não colocam suas vidas em risco.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 20 milhões dos 46 milhões de abortos realizados mundialmente, todos os anos, são feitos de forma ilegal e em péssimas condições, resultando na morte de, aproximadamente, 80 mil mulheres, por ano, vítimas de infecções, hemorragias, danos uterinos e efeitos tóxicos de agentes usados para induzir o aborto.
Quando grupos apresentam-se "pró-vida", não estão considerando a enorme quantidade de mulheres que morre todos os anos. A criminalização do aborto é cruel, porquê não muda a situação em que essas mulheres vivem, apenas as culpabiliza ainda mais e as faz correr risco de vida, especialmente as mulheres pobres.
É importante aprender com a história, para entender o que se passa hoje. "Verdades" que parecem absolutas vêem sendo alteradas com o passar do tempo, mudando conforme mudam as conjunturas políticas e económicas. Tendo sempre como principal vítima, a mulher.

O Aborto na História.
A decisão de interromper a gravidez não é coisa de mulheres modernas, sobrecarregadas com as obrigações da maternidade, trabalho e estudos. Aparentemente, desde que o mundo é mundo, as mulheres se vêem em situações em que não desejam - ou não podem - levar uma gestação à frente. Já entre 2737 e 2696 a.C., o imperador chinês Shen Nung cita, em texto médico, a receita de um abortífero oral, provavelmente contendo mercúrio.(1)
Também não é novidade que interesses políticos, económicos e religiosos têm prevalecido, em relação ao direito da mulher decidir sobre o próprio corpo. Da mesma forma que se quer proibir, hoje, já se quis obrigar o aborto em diversos momentos da história.
Na antiga Grécia, o aborto era preconizado por Aristóteles como método eficaz para limitar os nascimentos e manter estáveis as populações das cidades gregas. Por sua vez, Platão opinava que o aborto deveria ser obrigatório, por motivos eugênicos, para as mulheres com mais de 40 anos e para preservar a pureza da raça dos guerreiros.
Sócrates aconselhava às parteiras, por sinal profissão de sua mãe, que facilitassem o aborto às mulheres que assim o desejassem (1)
No livro História das Mulheres - A Antiguidade, Georges Duby e Michelle Perrot afirmam que "se as mulheres desejavam limitar os partos, tinham de recorrer aos abortivos, cujas receitas são muito abundantes (...) O primeiro risco era, portanto, o da ferida de um útero ainda imaturo devido à juventude das esposas romanas; nesse caso os médicos recomendavam mesmo o aborto, inclusive por meios cirúrgicos (sondas)".(5)
É importante lembrar que, mesmo nas sociedades em que o aborto não era tolerado, na antiguidade, não se via aí como o direito do feto, mas como garantia de "propriedade do pai" sobre um potencial herdeiro.(2)
Mesmo no Cristianismo, o aborto não foi, sempre, uma questão tratada como nos dias de hoje, São Tomás de Aquino, com sua tese da animação tardia do feto, contribuiu para que a posição da Igreja com relação à questão fosse bem mais benevolente, naquela época. (1)
Foi apenas em 1869 que a Igreja Católica declarou que a alma era parte do feto desde a sua concepção, transformando o aborto em crime. (3)
No século XIX, a prática de proibição do aborto passou a expandir-se com toda força, por razões económicas, já que a sua prática nas classes populares podia representar uma diminuição na oferta de mão-de-obra, fundamental para garantir a continuidade da revolução industrial.
Essa política anti-aborto continuou forte na primeira metade do século XX, com excepção da União Soviética onde, com a Revolução de 1917, o aborto deixou de ser considerado um crime. Mas, na maioria dos países europeus, por causa das baixas sofridas na Primeira Guerra Mundial, o aborto continuava não sendo tolerado.
Na verdade, com a ascensão do nazifacismo, as leis antiabortivas tornaram-se severíssimas nos países em que ele se instalou, com o lema de se criarem "filhos para a pátria". O aborto passou a ser punido com a pena de morte, tornando-se crime contra a nação, a exemplo do que ocorreu em certo momento no Império Romano.
Após a Segunda Guerra Mundial, as leis continuaram bastante restritivas até a década de 60, com excepção dos países socialistas, dos países escandinavos e do Japão (país que apresenta lei favorável ao aborto desde 1948, ainda na época da ocupação americana) (1)
Na década de 60, em muitos países, as mulheres passaram a se organizar em grupos feministas que começaram a exercer uma pressão no sentido de permitir à mulher a decisão de continuar ou não uma gravidez.
A primeira conquista histórica aconteceu nos Estados Unidos, há exactos 34 anos (por isso a blogagem do Naral, hoje, em celebração à data). O julgamento do caso Roe x Wade (ROE v. WADE, 410 U.S. 113 [1973]) pela Suprema Corte Americana que determinou que leis contra o aborto violam um direito constitucional à privacidade, que a interrupção da gestação no primeiro trimestre apresenta poucos riscos à saúde materna e que a palavra 'pessoa' no texto constitucional não se refere ao 'não nascido'. Essas decisões liberaram a prática do aborto na América. (4)
Hoje em dia, 26% dos países não permite o aborto legal, justamente os que têm maior número de mulheres pobres e marginalizadas. No Brasil, existem leis que garantem o direito ao aborto em casos especiais, mas sabemos que o processo é tão longo que, muitas vezes, as mulheres desistem de esperar e acabam recorrendo ao aborto clandestino.
No gráfico abaixo, podemos ter uma ideia da situação legal do aborto no mundo, actualmente:

Fonte: Center for Reproductive Rights

Percebam que os países do Norte, a maioria mais industrializados, têm uma legislação muito menos restritiva e nem por isso existiu nenhum aumento no número de abortos nesses países.
O movimento feminista brasileiro tem se organizado para garantir o direito das mulheres ao aborto legal há décadas, especialmente através da Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos, que tem tido as suas ações potencializadas pelas Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro.
Para isso, entre muitas outras coisas, precisamos ainda, sim, e muito, do movimento feminista, que não é anacrónico, como ouvimos algumas vezes, mas que está actuando junto às questões vitais para as mulheres.
É preciso acabar com a hipocrisia. Mulheres estão morrendo e a única forma de acabar com isso é através da descriminalização do aborto, que apenas possibilita Às mulheres o acesso aos cuidados de saúde que elas merecem e necessitam. Isso é lutar pela vida. http://www.sindromedeestocolmo.com/archives/corpo-saude

Friday, February 09, 2007

ECO-CONSTRUÇÃO

CURSO DE ECO-CONSTRUÇÃO:

DATA: de Sábado 9 de Fev. 2007 a Sexta-feira 16 Fev. 2007

Nós, na Quinta Cabeça do Mato, estamos muito gratos pela oportunidade de aprender diferentes técnicas de construção ecológica com Tony Wrench. Como parte importante da nossa visão comunitária vamos criar um espaço ecológico no qual existirá uma construção redonda para uso posterior da comunidade (workshops/seminários/encontros), totalmente construído com materiais 100% naturais e reciclados.

Este projecto está dividido em 3 partes:

Parte A – Estrutura de madeira + telhado recíproco
Parte B – Telhado vivo
Parte C – Paredes de madeira e lama

Neste curso de eco construção vamos iniciar a Parte A – Estrutura de madeira + Telhado recíproco – design, planeamento e construção! Nós queremos atrair pessoas interessadas em aprender esta forma de construção. Para participar nesta parte do projecto é necessário que estejas e que te sintas em boa forma física!

A Quinta Cabeça do Mato providencia a todos os participantes do curso 3 refeições básicas vegetarianas e biológicas por dia e dormida em yurts partilhados. Só existem 10 vagas para este curso!

Custo: 150 ROOTS / Pessoa (desconto para desempregados / estudantes / pessoas da freguesia). Desconto para pessoas locais que não precisem de alojamento. Ver website para mais detalhes sobre os preços.

Por favor visita o site do Tony Wrench e vê as fotografias de alguns dos cursos que ele realizou - http://www.thatroundhouse.info/courses.htm


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Para marcações e mais informações entra em contacto através do nosso email por favor:

quintacabecadomato@gmail.com
http://quintacabecadomato.blogspot.com

Fonte e para mais info:
http://quintacabecadomato.blogspot.com/2006/12/eco-building-course-curso-de-eco.html